domingo, 29 de setembro de 2013

Terra Firme



“Invento o amor e sei a dor de me lançar”
 
Olhos de amar, tão doces.
Minha poesia viciou neles
E agora não sei mais falar do mar
Falo de portos, pousos e cais.

Doçura tão visível que me assusta
Marujo habituado a tempestades
Parece impossível o desejo
De terra firme, terra à vista...

Escrevo varando as noites
Enquanto o barco baila ao vento
A âncora ainda existe, apesar do tempo.
Acha que devo atirá-la ao mar?

A argola de pirata, o rum e a ousadia
Continuarão residindo em minha alma corsária
Mas o desejo de navegação está discreto
Só tenho visto o seu mar

Seus olhos de mar...
Aguas brandas de tom profundo.


Anna Araujo – 18/09/2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Paraíso


Deixa ouvir de seus lábios
O som do seu sim
Deixa sentir do seu corpo
O gosto doce do sim

Sorrisos disfarçados, trocamos.
Te senti mais seguro hoje
Mais homem, menos menino.
Com o mesmo brilho de sempre

O talvez não me seduz mais
Me joguei nos braços da vida
Me joguei nos braços do desejo
Do desejo de você em minha vida

Tudo parece uma doce loucura
E talvez até seja...
Eu, mulher naufraga...
Desejando me afogar em seus lábios.

Anna Araujo – 14’09’2013