domingo, 10 de novembro de 2013

Sétimo


Se queres que eu fique
Se me desejas em seus braços
Me de um sinal, me avise...
Ou terminarei partindo na próxima nau

Marujo errante, náufrago errado
Quero um porto, um cais
Se aceitares esse papel
Minha fragata será seu reino

Caso não pretendas aceitar, me diga
A terra firme me causa vertigem
Ou sobrevoo a cidade
Ou a avisto dos mares

Aportei pela resposta
Te sigo por seus olhos
Pequenos pedaços de mar
Que vagam pela terra

Ilusões são o berço do poeta,
Não me incomoda recostar nelas
As pernas cansadas de andarilho
Poeta errante hipnotizado por ti.

Anna Araujo – 20/10/2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Mar brando


Palavras já se fazem escassas
Minha poesia já te cantou
De todas as formas possíveis
Antes de toca-lo

Seus olhos me pedem para seguir
Quero eternizar esse momento
Te tocar como merece
Te cantar como ninguém o fez

Tenho receio de seguir
Mas nenhuma vontade de parar
As estradas da sua emoção
São misteriosas e me convidam

A dança com o risco me atrai
A corda bamba do desejo
O precipício da atração causada
Metáforas que nos descrevem

Nesse momento penso em seus olhos
Aqueles de mar brando... toco seu rosto
de pele tão macia e doce...
A ilusão esvanece antes
de chegar a sua boca
Até sua imagem brinca comigo...

Anna Araujo – 13/10/2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pouco a dizer



Um instante e já é chegada a hora
Uma decisão deve ser tomada
Um passo, a atitude me espera toma-la.
Seus olhos me guiam por todo o caminho

Renovações chegam enquanto o dia vai
O tempo passa, volta...
Dá a volta na existência
Te desejo cada vez mais perto

Hoje, no começo da noite,
fui invadida por uma sensação
de ausência, incompletude.
Pensei em te ligar

Alguém precisa abrir a porta para essa emoção
O caminho já está pronto
com poemas dedicados a você
Só falta dividi-lo comigo.

Anna Araujo – 07/10/2013

“Tenho receio de seguir, mas nenhuma vontade de parar...”

domingo, 6 de outubro de 2013

Tudo Bom Para nós




É só mais uma poesia para você
Mais palavras e ilusões que tenho
Coisas que tem vagado pela minha mente
Enquanto os dias seguem, implacáveis...

Estás nas entrelinhas da minha arte
Qualquer um que te conhece, reconheceria.
As palavras agora saem trôpegas
Com um cuidado desnecessário, incomum.

Me pergunto o que andará por essa cabeça
Ao ler e se surpreender com todas
essas palavras direcionadas,
essas homenagens rendidas.

Tentei conter a mudança que causa em mim
Tentei conter pelo simples habito
De temer influencias...
Mas és tão doce!...

Rendi-me a seu brilho, à seus olhos
Não tenho ideia de onde isso vai dar
Mas estou rendida, pirata sem armas.
Eu que terminei saqueada.

Anna Araujo - 01/10/2013

domingo, 29 de setembro de 2013

Terra Firme



“Invento o amor e sei a dor de me lançar”
 
Olhos de amar, tão doces.
Minha poesia viciou neles
E agora não sei mais falar do mar
Falo de portos, pousos e cais.

Doçura tão visível que me assusta
Marujo habituado a tempestades
Parece impossível o desejo
De terra firme, terra à vista...

Escrevo varando as noites
Enquanto o barco baila ao vento
A âncora ainda existe, apesar do tempo.
Acha que devo atirá-la ao mar?

A argola de pirata, o rum e a ousadia
Continuarão residindo em minha alma corsária
Mas o desejo de navegação está discreto
Só tenho visto o seu mar

Seus olhos de mar...
Aguas brandas de tom profundo.


Anna Araujo – 18/09/2013