domingo, 9 de outubro de 2011

Alto Mar


Içar ancora, o mar me chama

Esse porto não mais me serve

Esse cais não mais me basta

Tudo já foi pilhado e saqueado


Não me venha com lágrimas de adeus

Você nunca pediu para que eu não partisse

Me poupe de perguntas, já conheces as respostas

Amor nenhum, sentimento nenhum me serve de raiz


Parto para alto mar novamente

Tempestades não me assustam

Os monstros mais perigosos

Estão realmente dentro de mim


E quando chegar a outro porto

A ancora será lançada...

Com a coragem do tolo

Que não reconhece o caminho.


Anna Araujo – 30/08/2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Raro Momento


Ao encontrar seus lábios

Tão doces e suaves

Perdi a noção do tempo

Esqueci de todas as dores


Ao provar seu gosto

O passado lamentou

O presente me sorriu

E o futuro virou promessa


Arcanjo livre e sereno

Que pousou na minha dor

E tornou meus dias mais claros

Fechando meus olhos para a noite


Não reparei o dia amanhecer

Mas senti que lá fora chovia

Não vi se o sol iluminava

Mas me sentia aquecida


Não me pergunte o que espero

Apenas olhe em meus olhos

E sigamos por dias de sol e vento

Como as tardes de primavera



Anna Araujo – 15/09/2011


Precisava apenas retribuir a tanta poesia, tantos sorrisos compartilhados e tanta doçura.