quinta-feira, 9 de junho de 2011

24 Outonos


Middeltone, 9 de Junho de 2011

Para: Lúcia Szigethy

24 Outonos

Ano passado escrevi sobre o fato de completar mais um inverno, e só há alguns meses me dei conta que na verdade conto outonos, não lembro sobre o que mais escrevi, apesar de só ter um ano, parece um século, o tempo sempre girou de forma diferente para mim, e eu adoro esse fato.

A partir de hoje, esses olhos que me acompanham assistiram 24 outonos, 24 mortes para o renascimento. O fôlego novo talvez tenha a ver com o renascimento, talvez tenha a ver com o novo ciclo, ou com a nova forma de ver a vida. A busca dos prazeres mais discretos e ocultos no dia a dia, a luta para enxergar a beleza do cotidiano.

As buscas, os prazeres, o sorriso do amigo, a saudade lancinante de uma pessoa que há algum tempo não vemos... Tudo são presentes dos sentidos e como agradeço por tê-los.

Estou viva, bem viva. Ia comemorar escrevendo um poema, mas estou guardando os trunfos para o projeto de um livro, que de certo será escrito, alias já está sendo, e que nem tão certo assim será lançado, tudo depende, tudo depende de mim... E que delicia é esse fato!!

Muita coisa ainda há de ser dita, muita coisa há de ser vivida, que Meus Protetores nunca me faltem durante toda essa jornada e que meus Pais me abençoem para que seja longa, longa como a de minha avô que viveu até 116 e com 100 e poucos procurava o 5º marido... (rsrs) Que seja rica como a de meu avô que veio da Hungria trazendo na bagagem a coragem do recomeço, e que foi o responsável pelo meu sangue cigano. Enfim, agradeço a todos, que foram responsáveis pelo sangue que tanto me orgulho de carregar, alias carregar não porque falando assim soa como peso, digo só obrigado!!

Ah, e sabe aquela historia de que quando precisamos dos amigos acabamos sozinhos? É a maior mentira, se você souber viver, quando precisar, ao invés de perder amigos vai ganhar, e gente que você nem sabia que existia, digo isso por conhecimento empírico, ta?

Feliz aniversário para mim é pouco, quero feliz vida, feliz amor, feliz dia, feliz existência, feliz sentir, feliz comer, feliz tudo para mim, e para os apegados a tristeza digo: É elegante um homem carregar uma dor, sim é belo, como dizia a música de Zélia, mas é tão infértil a dor pela dor, só por ser bela, quero a alegria, a festa, para quando houver a tristeza, mesmo que inventada, pela necessidade da reflexão, eu possa me apoiar no sorriso com sinceridade.


Anna Araujo