segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Quantas cidades existem em você?


P.S.: Obrigado pela inspiração.

Leve todo o tempo que precisar
Passeie pelo interior do seu ser
Quantas cidades existem em você?

Traga a tona todas as emoções emergidas
Seja profundo o suficiente para suportar,
Sua completude é seu maior charme.

Ande a esmo entre suas cidades internas
Vague pelas suas lembranças...
Vasculhe suas gavetas imateriais
Jogue fora o que só faz volume e peso.

Leve todo o tempo que precisar
Traga a tona tudo que te fortalecer
Esse caminho é só para os raros e loucos
Aqueles que tem coragem de ser quem são.



Anna Araujo – 29/08/2014

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Cacos pelo chão



E agora?
A festa acabou
Ainda existem cacos pelo chão
O vazio do ambiente é assustador

E agora?
O que fazer depois de uma festa?
Explosão de alegria...
Sem um pingo de franqueza

Como lidar com a euforia
Depois que tudo acaba?
Como lidar com a nossa cara no espelho
Depois de uma festa como essa?

Como lidar com as pessoas normais,
Se nem exatamente pessoa me sinto?
Como andar entre os espinhos,
Tendo a pele tão mais sensível?

A festa acabou e ainda existem cacos
Pedaços de passado estão pelo chão
Mais uma noite chega ao fim na cidade
E como é difícil esperar o dia do amanhecer.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Esconderijo


Eu não vou ter coragem de sair daqui
Se continuar olhando para você dormir
A vontade de esquecer o mundo é real
Ou talvez um doce esconderijo
Lugar que sempre desejei encontrar

Eu não vou conseguir me ausentar
Antes de deixar claro tudo o que sinto
Mas não vou atrapalhar seu descanso
Depois de ter contribuído tanto pro cansaço.
O recado será deixado a sua espera.

Deixarei um bilhete e uma rosa
O bilhete para mostrar que sou real
A rosa para lembrar que sou imaginaria
Todo sentimento é fruto de imaginação
E como é bom imaginar...

Continuo sem coragem de sair
É tão bom velar pelo seu sono
É tão gostoso ver seu descanso
Mas a outra parte do mundo está lá fora
E eu preciso vive-la também.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Peito com peito


Navegar em seu mar
Aportar em seu cais
A poesia se renova
A cada palavra dita
Pronunciada por você,
Saída de seus lábios
Que devem ser tão doces
Quanto elas, quando ditas por ti!

Que prazer terei em chegar a seus braços
Ser recebida por seus abraços e palavras
Brinco de segura me firmando na arte
Através dela digo tudo que sinto de maneira tão clara...
Oportunidades de estarmos juntos não faltarão
Acredito no mútuo querer que vejo e sinto em nós
Mas te queria aqui agora, a meu lado...
Nessa noite fria de um dia qualquer

Não me faça esperar muito por ti
Não quero projetos mirabolantes
Quero você, assim como é!
Quero ter a chance de te ver inteiro
Franco, despido de personagens.
Pessoa para pessoa, peito com peito
Tenho certeza que o que verei
Será ainda melhor do que qualquer coisa que possa projetar.


12/12/2013