segunda-feira, 15 de julho de 2013

Doce amargo


Gosto de ver o perigo de perto
De ver o leão dormir em minhas mãos
Assim aprendi a amar a dureza do ser
Como capa para almas tão mais frágeis.

Me tornei poeta para canta-los pelos sete bares da cidade
Fui ébrio de bebidas e paixões por tanta sorte e conquistas
Dancei ao som das canções que fiz para todos os musos
Tendo em cada paixão um único sentimento de diferença.

A polaroid da minha poesia fotografou vários rostos
Pelas esquinas, bares, ruas e vielas por onde vaguei.
Flanar pela cidade era um esporte
Procurar rostos e inspirações era a dança.

Virei criança por dias sucessivos
Tive amores, queridos e amigos.
Até hoje os tenho, a todos...
Entre poesias, retratos e saudades.

Sou uma mulher de sorte
Vivo cercada por grandes exemplares
Que movem minha vida
São os ventos dos meus moinhos.

Homens, meus eternos meninos.
Como é doce descobri-los por dentro
Encontrar tantas nuances e cores
Em peitos tão fortes e protegidos.

Dance essa poesia comigo
Em homenagem ao seu dia
Aceite minha mão estendida
E juntos celebraremos tantas vidas...


Anna Araujo – 15/07/2013